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Picada de Cobra
 
 

Em nosso país, existem 70 espécies de cobras venenosas, porém apenas algumas tem importância em termos de acidentes: jararacas, cascavéis, corais e surucucus. Os cães são picados, geralmente, na região do focinho, peito e pescoço. Isto ocorre porque o cão, muitas vezes, aproxima-se para cheirar a cobra por curiosidade. A ocorrência em gatos é rara. É importante ter noção do tipo de cobra que picou o animal e para isso devemos conhecer os sintomas que a picada de cada cobra provoca.

Como saber se o animal foi picado?
A picada geralmente é muito dolorosa. O local pode apresentar as marcas de dentes, embora os pêlos atrapalhem muito a visualização. A região pode começar a inchar muito e a pele tornar-se escura. Os pêlos podem começar a descolar. Alguns animais podem entrar em choque se muito veneno for injetado. Nem todas as picadas de cobras venenosas podem conter uma grande quantidade de veneno, portanto, os sintomas podem variar de leves a muito graves. Geralmente, a pele irá cair próximo ao local da picada. Um inchaço muito grande na região do pescoço pode causar dificuldade respiratória no animal.

Se animal for picado, o que fazer?
Independente do tipo de cobra que picou o animal, o atendimento de emergência é o mesmo. Mantenha o animal calmo e não deixe que ele se movimente muito. Encaminhe o cão ao veterinário para que ele receba o soro específico, que é o único método eficaz de combater o envenenamento.
Você pode colocar um saco plástico com gelo sobre o local, na tentativa de conter o inchaço, até chegar ao veterinário. Se o animal entrar em choque, mantenha-o aquecido.
Se o seu cão está numa região onde é freqüente o aparecimento de cobras, converse com o seu veterinário e procure ter estocado em geladeira o soro específico para uso em animais (veterinário). O soro deve ser aplicado assim que for possível. Em casos de sintomas mais leves, a aplicação é subcutânea. Em casos graves, ela deve ser feita pelo veterinário, na veia, acompanhada de um anti-histamínico para evitar uma reação do organismo à aplicação do soro. Informe-se com o veterinário da região para que ele lhe dê uma orientação de como aplicar o soro e um anti-histamínico num caso de emergência.

O que você não deve fazer:
- Não corte o local da picada: O veneno da jararaca, por exemplo, causa hemorragia; se você cortar o local, o sangramento se agravará;
- Não faça torniquete: até pouco tempo, o torniquete era usado para evitar que o veneno se difundisse para o resto do corpo. Porém, fazendo o torniquete, a alta concentração de veneno no local da picada pode causar gangrena. Assim, NÃO se deve fazer torniquete, seja em humanos ou animais, sob o risco de gangrena no local da picada ou até a perda do membro;
- Não coloque remédios caseiros sobre a picada (terra , fumo, etc..), isso só possibilitará a infecção do local e pode irritar ainda mais o ferimento.

Como eu posso saber que tipo de cobra picou meu animal?
Mesmo visualizando a cobra, para o leigo fica difícil a identificação. Mas por algumas características próprias e os sintomas, isso fica mais simples.

JARARACA: responsável por quase 88% dos acidentes com cobras em humanos. Existem várias espécies que vivem em ambientes diferentes em todas as regiões do Brasil. Alcançam no máximo 2 metros.
- sintomas do envenenamento: dor, inchaço muito evidente e sangramento no local. Pode ocorrer gangrena, bolhas ou abscesso no local da picada; insuficiência renal aguda.

CASCAVEL: responsável por quase 8% dos acidentes no homem. Chegam a medir 1,8 metros. Possui chocalho na ponta do rabo.
- sintomas do envenenamento: (até 3 horas após o acidente) sinais neurológicos. O veneno causa alterações na visão como: visão dupla ou turva (o animal pode andar como se estivesse tonto), dor muscular e urina avermelhada que irá se tornando mais escura com o passar do tempo. Complicações: insuficiência renal.

SURUCUCU: responsável por quase 3% das picadas. É uma cobra grande que chega a medir 4,5 metros. É mais comum na região amazônica.
- sintomas do envenenamento: inchaço no local, diarréia e sangramento.

CORAL: responsáveis por menos de 1% dos acidentes. É difícil diferenciar as corais verdadeiras das falsas, não venenosas. Vivem escondidas em tocas e aparecem em inundações. O veneno é muito potente e pode matar em minutos.
- sintomas do envenenamento: sinais neurológicos como dificuldade de abrir os olhos, falta de ar, dificuldade em engolir, insuficiência respiratória aguda.

Que tipo de soro usar?
Existem soros antiofídicos (antitoxinas) para cada um desses 4 tipos de cobras.
No caso de dúvidas , leva-se em conta o tipo de cobra mais comum na região e os sintomas que o animal apresenta. Se não houver certeza, aplica-se o soro polivalente veterinário, que neutraliza os venenos de jararaca e cascavel. A quantidade de soro usada vai depender da gravidade do envenenamento. O uso de antibióticos se faz necessário, muitas vezes.

Tanto o animal como o ser humano podem sobreviver a um acidente com cobras, desde que medicados à tempo. Ninguém torna-se imune ao veneno após ser picado e sobreviver, ou após receber o soro.

Evite as cobras - a limpeza é muito importante
Combata os ratos, pois as cobras alimentam-se deles. Mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações.

Equilíbrio Ecológico
Preserve os predadores. Emas, gansos, seriemas, gaviões, gambás e a cobra Muçurana são os predadores naturais das cobras venenosas. Conserve o meio ambiente. Desmatamentos e queimadas devem ser evitados. Além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em paióis, celeiros ou mesmo dentro das casas.

 

 
 
 
 
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