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Clínica Médica
Pulgas
 


Para manter como companheiros apenas nossos cães e gatos!


 

As pulgas são pequenos insetos marrons e sem asas. Elas dependem do hospedeiro, que neste caso são o cão e o gato, para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida nestes animais.

Além de provocarem incômodo pelas picadas, transmitem vermes, parasitas sangüíneos e podem induzir a processos alérgicos, diminuindo a qualidade de vida de nossos animais.

Visto que são capazes de pular até 30 cm, não há portanto a necessidade de Contatos íntimo, o cão e o gato podem adquiri-las passeando na rua ou no próprio quintal ou no prédio ou onde possam ter acesso outros animais. Daí a importância de oferecermos a eles mecanismos de combate e proteção contra as pulgas. Caso o animal já esteja infestado, ou apenas se queira evitar, há um verdadeiro arsenal disponível contra pulgas.

Há mais de 2000 espécies em todo o mundo, porém, a espécie Ctenocephalides é a mais comum, prevalecendo em mais de 90% dos cães e gatos.

As formas evolutivas das pulgas são os ovos, as larvas, a pupa e, finalmente, o adulto. Ciclo da Pulga

A fêmea da pulga deposita seus ovos brancos de 0,5 mm de comprimento no animal e como não se fixam, caem no ambiente onde ficam até eclodirem em larvas num período de até 10 dias.

As larvas se aprofundam nos carpetes, cobertores e frestas de pisos, onde se alimentam de restos orgânicos e fezes de pulgas adultas. Em 5 a 11 dias formam um casulo onde ocorre a forma de pupa, que podem se transformar em pulgas adultas em apenas 5 dias.

Em condições adequadas de temperatura e umidade a pulga pode permanecer no casulo por até 140 dias. Normalmente o ciclo de vida se completa em 3 a 4 semanas e as pulgas vivem no animal por mais de 100 dias.

A partir do quarto dia se alimentando do sangue do animal, cada fêmea produz, em média, 20 ovos por dia durante 21 dias. Se não interrompermos o ciclo, a infestação no animal torna-se extremamente incômoda e maléfica à sua saúde.

A pulga causa um prurido intenso devido as suas picadas. Existem animais que desenvolvem uma dermatite pruriginosa com crostas, principalmente, na região do dorso com áreas de escassez de pêlos. Ainda podemos encontrar entre os pêlos do animal, fezes das pulgas, que são pontos pretos que quando apertados observa-se uma coloração avermelhada.

Quando ingeridas pelos cães e gatos no ato de se lamberem ou se mordiscarem, levam para o intestino, a forma infectante do Dipylidium caninum, que fica dentro da pulga, o dipylidim é um verme cestóide semelhante à Tenia, a "solitária" do homem. A infestação por dipyidium pode levar a emagrecimento, diarréia, perda de pêlos e até à morte se não tratada. O animal apresenta coceira na região anal, arrastando esta região no chão e às vezes podem ser vistas as proglotes do verme, que são pequenos reservatórios de ovos no formato de um grão de arroz em volta do ânus ou nas fezes.

Os gatos, por sua vez, são vítimas de um parasita sanguíneo, chamado Hemobartonella, transmitido naturalmente pela picada da pulga, causando a doença denominada de Hemobartonelose. Os sintomas são perda de peso, fraqueza, depressão e falta de apetite, devido a uma anemia que pode se tornar crônica. Se não tratados, mais de 30% dos gatos podem vir a óbito.

Como se não bastassem as doenças acima citadas, o incômodo da presença das pulgas sobre a pele do animal pode ser agravado se este desenvolver alergia às picadas deste inseto. Tanto o cão quanto o gato são passíveis de manifestarem uma hipersensibilidade em que basta uma picada por semana para causar uma coceira insuportável, induzindo o animal a se ferir, muitas vezes gravemente, o que exige um tratamento urgente. Quando não tratada no início, a alergia torna-se crônica, levando a alterações irreversíveis da pele e da pelagem, além de poder alterar o estado emocional do animal, que permanece em constante estresse devido à coceira incessante. O cão ou o gato, em alguns casos, passa a comer menos e torna-se deprimido ou agressivo, dependendo de sua personalidade. É também, muitas vezes, isolado do convívio familiar por causa das condições de sua pele, que pode apresentar descamação e infecções produtoras de odores desagradáveis.

A PULGA E O HOMEM
Como todos podemos ver, as pulgas também podem afetar o homem apresentando reações alérgicas, com um aglomerado de urticária localizada nas pernas. As pulgas podem transmitir ao homem o tifo, a praga, a tularemia e o Dipylidium caninum que é o verme de cães e gatos semelhante a um grão de arroz.

Portanto, as pulgas devem ser eliminadas e evitadas por toda a vida do animal não apenas por ser um inseto, mas também por interferir significativamente na saúde e bem-estar dos nossos fiéis companheiros e por ser capaz de transmitir doenças ao homem.

CONTROLE
A maior parte do ciclo de vida da pulga ocorre fora dos cães e gatos e devido a isso, existe a necessidade de cuidar também das instalações e ambiente onde o animal vive, além dele mesmo.

Através de uma orientação adequada; pode-se dar um tratamento ao animal para que ele fique sem pulgas.

Inseticidas no ambiente, além de um vermífugo correto para eliminar o Dipylidium sp do animal de estimação, são necessários.

Podemos encontrar uma variedade enorme de sabonetes, shampoos, pós, talcos, sprays, bisnagas e coleiras antipulgas, alguns para serem usados nos cães e gatos e outros apenas nos ambientes. Atualmente contamos com medicamentos modernos, seguros e eficientes.

Nós usamos e recomendamos os produtos da linha

A detetização periódica dos locais freqüentados pelos animais desde que realizada por empresas especializadas, ou caseira com produtos idôneos, auxilia no controle das pulgas do animal devido à erradicação das formas intermediárias que se encontram no ambiente. No caso de serem utilizados aspiradores de pó com sacos não descartáveis, é recomendado colocar pó antipulga nos sacos para que não se tornem ninhos em potencial, devido ao calor e à quantidade de restos orgânicos acumulados.

É muito importante que se saiba que todos os produtos são capazes de induzir intoxicações caso não sejam utilizados de acordo com as recomendações do fabricante, ou seja, algumas substâncias não podem ser ingeridas, não podem ser utilizadas nos animais, nem em filhotes de até uma certa idade, nem em gatos, nem em fêmeas prenhes ou em lactação e nem em animais que possuam algum problema de saúde específico. Ou seja, além de proteger a saúde dos animais e das pessoas, devemos seguir rigorosamente as instruções da embalagem para obtermos o máximo do efeito antipulga.

Se possível este controle deve ser realizado continuamente, visto que não possuímos estações climáticas bem definidas, havendo períodos quentes até mesmo durante o inverno, que permitem a reprodução eficiente das pulgas. Devido à grande quantidade existente e ao constante surgimento de novos produtos antipulgas, recomenda-se consultar o médico-veterinário antes de adquiri-los a fim de se garantir o melhor resultado possível para cada caso, dependendo do grau de infestação, da espécie animal, da idade, do tipo de pelagem e do estado de saúde do nosso bichinho. O importante é não desprezarmos este pequeno inimigo, que por viver a mais tempo que nós neste planeta, encontra-se muito bem adaptado ao nosso meio-ambiente, acompanhando-nos sempre que puder.

 

 
 
 
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